GUERRA DE ROBÔS

A primeira Guerra de robôs do Brasil foi realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em seu Teatro de Arena com alunos de quatro centros de pesquisa do país - além da Unicamp, a Escola Politécnica da USP, a Escola de Engenharia Industrial de Itajubá (EFEI) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Guerras de robôs existem em outros países há cerca de dez anos. Diversas universidades promovem esse tipo de torneio, que testa as habilidades dos alunos e é um importante estímulo à pesquisa.

A competição prevê o confronto simultâneo entre quatro robôs comandados pelos estudantes. O objetivo é danificar o adversário até que ele não responda mais aos comandos da equipe. Pouco se sabe sobre as armas utilizadas por cada robô: as características das máquinas são tratadas pelas equipes como segredo de Estado.

A luta tem doze round's, com duração de cinco minutos cada. Nos intervalos, de dez minutos, cada equipe pode fazer reparos no seu robô. Se um deles não esboça qualquer reação, a comissão julgadora inicia uma contagem de trinta segundos; persistindo a inoperância, a equipe é eliminada. Caso mais de um robô permaneça na luta após onze assaltos, o último round terá duração indeterminada: só um competidor pode terminar a competição 'vivo'.

O torneio de robôs tem, claro, inúmeras regras técnicas: produtos explosivos ou corrosivos, lança-chamas e fogos de artifício estão fora de cogitação; projéteis soltos, lançados por armas de fogo, por exemplo, são igualmente proibidos. A potência dos laser's de visão e mira é limitada. Os robôs - de no máximo 50 quilos -- não podem espalhar resíduos no chão, e devem ser controlados por rádios PCM (Pulse Code Modulator), para que não haja interferências nas comunicações.

A tecnologia usada no torneio é de ponta, as competições como essa tem como meta principal testar a resistência, característica fundamental em robôs que atuam em situações extremas: O Sojourner, que foi para Marte, perdeu todas as informações que colheu por não ter suportado o ambiente. Há outros tipos de robôs em que a resistência é essencial, como os que analisam crateras de vulcões.

Além do desenvolvimento e aplicação de tecnologia, a competição tem o papel de integração dos alunos e da comunidade.

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